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Noronha defende reforma para simplificar sistema tributário

O sistema tributário vigente é um dos responsáveis pelo alto grau de litigiosidade existente na Justiça brasileira. "São problemas e distorções que precisam ser resolvidos com urgência para que nosso sistema seja mais justo e neutro", declarou o ministro João Otávio de Noronha, presidente do Superior Tribunal de Justiça, durante debate nesta quarta-feira (21/8). O ministro disse que o momento é extremamente difícil e que não se conseguiu instalar ainda no Brasil um ambiente propício ao crescimento econômico, ou seja, um ambiente de segurança jurídica e previsibilidade. Em grande parte, segundo ele, isso se deve à complexidade do sistema tributário, apoiado em uma legislação pouco conhecida e sujeita a várias interpretações, o que faz com que o jurisdicionado procure cada vez mais a Justiça. "Para um Judiciário que recebe milhões de causas, a solução demora e compromete a eficiência das indústrias, da prestação de serviços. Isso não é bom. Precisamos corrigir as distorções, simplificar o sistema tributário e ter coragem para realizar as reformas. É importante rediscutirmos o pacto federativo para melhorar a distribuição de recursos entre os entes. Penso que nosso calcanhar de Aquiles para o desenvolvimento é o sistema tributário", analisou. Durante a palestra, Noronha descreveu as características de um sistema tributário desejável: a simplicidade, a neutralidade e a equidade. Observou que a legislação vigente sobrecarrega a população e representa um entrave ao crescimento de empreendedores. "A legislação não atende a realidade do país e ainda provoca reação do contribuinte, que leva as discussões sobre redução de carga tributária para o Judiciário. Lá não é lugar para isso", reforçou. Além da reforma tributária, João Otávio de Noronha destacou a necessidade de harmonização da legislação dos entes federativos. Por fim, o presidente do STJ abordou a ética concorrencial. "Estamos em um sistema que só é competitivo, de modo geral, para quem sonega. E quem sonega tem, aparentemente, maior grau de eficiência e competitividade do que o cumpridor das normas. Por outro lado, nem sempre quem está descumprindo as normas está conscientemente inadimplente, pois o sistema é tão complexo que às vezes você não sabe qual a melhor interpretação" concluiu. Com informações da assessoria de imprensa do STJ.
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