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Tia Joyce e a CAASP: como e por que despertar nas crianças o gosto pela leitura

Até o fim de outubro, a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo disponibiliza em seu canal do Youtube, a TV CAASP, vídeos de contos infantis para filhos e filhas de advogados e advogadas. A ação, em comemoração ao Mês da Criança, é uma iniciativa do setor de Eventos da entidade, área de responsabilidade da diretora Andréa Regina Gomes. O conteúdo foi selecionado e é apresentado por Joyce Leandra, pedagoga e contadora de histórias, mais conhecida como Tia Joyce, do canal “Saindo dos Livros”. Em entrevista, ela falou sobre a importância da leitura para o desenvolvimento dos pequenos e deu dicas para estreitar ainda mais o vínculo das crianças com os livros. “Não existe uma idade certa para introduzir a leitura na vida de uma criança. Mas, o quanto antes, maiores serão os benefícios”, diz Joyce, e destaca alguns desses frutos: “A leitura auxilia no desenvolvimento mais amplo e rico das crianças, aprimora a linguagem, estimula o raciocínio, a imaginação. Dificilmente uma criança leitora não se tornará um adulto que pensa de maneira crítica, que traz soluções inovadoras e criativas pra os problemas, que não seja dono de um rico vocabulário”, afirma.A literatura vive um cenário desalentador no Brasil, não apenas pela persistente crise financeira pela qual passa o mercado editorial, mas também pela queda no número de leitores. Realizada pelo Instituto Pró Livro e o Itaú Cultural antes da pandemia do novo coronavírus, a quinta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil constatou uma diminuição de cerca de 4,6 milhões de leitores no país. De 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil, isto é, pessoa que declara ter lido um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes, caiu de 56% para 52%. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, a internet e as redes sociais são algumas das razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior. Foram oito mil entrevistas realizadas em 208 municípios, com pessoas dos mais variados perfis. Outro apontamento preocupante está ligado ao analfabetismo funcional, que afasta as pessoas dos livros. 19% dos respondentes da pesquisa dizem ler muito devagar, 13%, afirmam não ter concentração suficiente para ler e outros 9%, não compreendem a maior parte do que lê. Os dados somam-se àqueles já apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que o Brasil ainda tem 11 milhões de pessoas analfabetas (indivíduos que já completaram 15 anos de idade sem aprender a ler nem escrever). Segundo a quinta edição dos Retratos da Leitura no Brasil, a única faixa etária na qual houve um registro de ampliação do hábito da leitura foi a que abarca crianças de 5 a 10 anos, justamente aquela que é objeto da ação da CAASP no mês de outubro. Joyce Leandra é otimista e vê com bons olhos inciativas de promoção da leitura, como a realizada agora pela Caixa de Assistência. “Eu criei o ‘Saindo Dos Livros’, projeto que dissemina a prática da contação de histórias para pais e professores - além de mensalmente distribuir, gratuitamente, um livrinho de minha autoria em formato digital - porque sei que projetos como esse e ações como essa da CAASP são motores de transformação dessa realidade”, explica. Inicialmente, o conteúdo especial de Dia das Crianças preparado pela CAASP e a “Saindo dos Livros” se encerraria no dia 16 de outubro, mas a ação foi prorrogada a pedidos dos pais e crianças que aderiram à campanha. Os novos vídeos estarão disponíveis no canal da entidade para serem assistidos às 20h das segundas e quartas-feiras desta segunda quinzena do mês de outubro, respectivamente dias 19, 21, 26 e 28. As histórias já contadas como “As Aventuras de Pedro Malasartes”, de Eraldo Miranda e Ricardo Mendes, seguem à disposição da advocacia e dos pequenos para serem assistidos a qualquer momento. Joyce Leandra, de outra parte, recomenda que os pais extrapolem esse universo. “Existem várias estratégias para tornar esse momento ainda mais gostoso para as crianças. A contação de histórias é só uma delas”, ressalva. E esclarece: “São muitas as estratégias que podem envolver ainda mais a criança no universo literário, proporcionando um papel ativo e estimulando sua criatividade. Os adultos podem propor histórias com dados (dados com imagens ou pedaços de texto) que convidam as crianças a imaginar histórias de forma aleatória, brincadeiras cantadas, brincadeiras e histórias com rimas. O interessante é soltar a imaginação e fazer com que a criança participe ativamente desse momento”. Além disso, após a leitura é possível ainda propor às crianças atividades complementares, que ajudam na memorização do novo vocabulário e aferem se ela compreendeu a história, entre outras habilidades que podem ser testadas. São atividades simples, como pedir à criança que reconte oralmente a história lida, por exemplo. O recurso deve ser usado com equilíbrio, pois o momento da leitura deve sempre ser assimilado a um hábito prazeroso e não a de um estudo para prova posterior.
15/10/2020 (00:00)
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